Moça, não se apaixona…

Ela o olhava como um alcoólatra observa a bebida, como um leitor compulsivo vislumbra livros na prateleira, como um individuo que encontra uma fonte de água depois de caminhar pelo deserto…  Seus olhos anelavam com cada sorriso, era como se sua existência dependesse da presença dele.

Lembrava-se que muitos lhe disseram: “Moça, não se apaixona…”. Mas ela era uma criança teimosa e sua teimosia a fez viver as melhores aventuras de sua infância. Porque não arriscar depois de crescer também?

 Era incontrolável; quando estava longe queria estar perto, e quando estava perto, queria estar mais perto ainda. Porque de todos seus vícios, ele era o mais intenso e de todas suas manias, ele era a mais irresistível.  Ela se perguntava qual era o preço de amar, mas já sabia a resposta, “Abstinência.”.

 “Ei moça, pode se apaixonar.” – Ele dizia. E ela… Bem, ela preferia acreditar nele. Então, eles entrelaçavam as mãos e uniam suas almas, faziam planos e sorriam, contando os minutos para que os minutos não acabassem, gravando com fotos as sensações invisíveis reservadas somente a eles.

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